Segundo a pesquisa, os sintomas mais comuns – de pessoas com alto nível de estresse – são dores de cabeça e musculares, além de distúrbios no sono e problemas gastrointestinais

 

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Mulheres costumam ser mais ansiosas do que os homens. É o que afirma um estudo realizado pela ISMA-BR (organização voltada à pesquisa e ao desenvolvimento da prevenção e tratamento de estresse no mundo). O levantamento foi apresentado em 2014, em Londres, na European Academy of Occupational Health Psychology (EAOHP). Segundo a pesquisa, os sintomas mais comuns – de pessoas com alto nível de estresse – são dores de cabeça e musculares, além de distúrbios no sono e problemas gastrointestinais. E, em relação às emoções, a ansiedade é a sensação campeã: mulheres sofrem mais (88%) com esse problema se comparadas aos homens (81%).

Ao todo foram entrevistados profissionais de setores como educação, finanças, serviços e saúde; com idade entre 23 a 58 anos, sendo 1.086 homens e 814 mulheres. O estudo analisou profissionais de São Paulo e Porto Alegre. O motivo para essa ansiedade, de acordo com a pesquisa, é a quantidade de tarefas assumidas pela mulher de hoje: ela se preocupa com o lado profissional, os serviços de casa e família. Com isso, acaba dando uma importância menor para a sua própria vida.

Ansiedade é normal?

Os especialistas orientam que a ansiedade é uma reação absolutamente normal, especialmente quando estamos diante de uma situação que exprime medo, dúvida ou expectativa. Além disso, é importante saber diferenciar. Estar ansioso na iminência de uma entrevista de emprego, de fazer uma prova importante ou mesmo de conhecer afetivamente alguém, por exemplo, é absolutamente natural.

O problema é quando esse sentimento vira um transtorno, fazendo a pessoa sofrer muito. O resultado disso terá impacto direto na vida familiar, profissional e social, causando danos até mesmo para a saúde. A Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade (Aporta) explica que esse tipo de ansiedade exagerada pode ser caracterizada como Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), que é a preocupação excessiva e persistente, com intensidade, duração ou frequência desproporcional ao fato que provocou essa ansiedade. “O transtorno da ansiedade generalizada costuma acometer mais mulheres, dura no mínimo seis meses e vem acompanhada de sintomas como inquietação, fadiga, irritabilidade, dificuldade de concentração, tensão muscular, palpitações, falta de ar, taquicardia, sudorese, dor de cabeça, alterações nos hábitos intestinais, náuseas, aperto no peito, dores musculares, entre outros”, explica Renata Bataglin, psiquiatra do Hospital e Maternidade São Luiz Anália Franco, em São Paulo.

(Via Rondônia Dinâmica)

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