Com a chegada do mês de Setembro, aproxima-se o final das férias e o regresso às aulas. Os pais sentem-se perdidos, culpados e começam a deambular como errantes em gabinetes de médicos psicólogos. As crianças preparam a mochila na véspera e, na manhã seguinte, contorcem-se de dores abdominais e dizem não conseguir ir para a escola. Os estudos dizem que existem pelos menos cinco por cento de crianças que sofrem deste síndrome – a fobia escolar – e em um por cento destes manifesta-se de forma extrema.

44771A primeira dificuldade reside em avaliar a natureza do problema para passar ao diagnóstico. Em França existe mesmo uma Associação para a Fobia Escolar, onde os pedopsiquiatras explicam que, muitas vezes, quando surgem os primeiros sintomas, os pais pensam que a criança finge e não tem nada. Contudo, os especialistas ressalvam que ressaltar, entretanto, que a fobia não pode ser confundida com preguiça ou um medo natural que uma criança tem diante de uma situação nova.Este transtorno também conhecido como “ansiedade de separação”, no primeiro dia de escola, que se configura no pavor de se separar dos pais ou pessoas de importante vínculo, em preocupações constantes de que algo de ruim possa lhes acontecer ou até mesmo no medo de perdê-los. Geralmente, estas crianças, além do medo de irem para a escola, têm dificuldades em dormir sozinhas, medo de ir para casa de amigos, entre outras relutâncias em se distanciar das pessoas com as quais passa a maior parte do tempo. “Os pacientes podem apresentar sintomas, como taquicardia, insônia, tremores, palidez e vómitos”, refere a associação francesa na sua página.

Terapias

44772 (1)Muitas vezes, quem desenvolve essa ansiedade e medo incontroláveis são os bons alunos e não perdem rendimento escolar por isso. A fobia pode ter diferentes causas. Segundo um estudo da AFE, 80 por cento das crianças que sofrem do transtorno já foi vítima de agressão verbal ou física na escola.

No entanto, os especialistas acrescentam que nem sempre é o caso e até são bastante populares no meio escolar e podem simplesmente sofrer de ansiedade por ter medo de perder essa mesma popularidade. Existem duas formas de terapia mais comuns, explicam ainda: a terapia familiar e as cognitivo-comportamentais (TCC). O objectivo é lutar contra a ansiedade da criança, mas sem a obrigar.

O regresso às aulas pode voltar a despoletar momentos sensíveis e por isso, a terapia deve ser iniciada algum tempo antes de cada ano escolar e “tem cura”, dizem os especialistas.

Fonte: Ciência hoje

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