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“Eu sempre me assustei com esse inseto. Achava nojento. Mas depois dos 30 anos, percebi que era um pouco mais que isso. Vou contar um momento meu e das baratas que nem de longe, mesmo passado uns 2 anos, consigo rir da situação.

Meu marido foi viajar, fiquei sozinha em casa por uma semana. Antes de ir, ele passou Mortein barreira ativa em todas as portas, janelas e ralos, pois como é oleoso fica alguns meses evitando a entrada das baratas. Voltei do trabalho na quarta-feira e encontrei umas 3 baratas mortas no ralo do banheiro. Joguei no lixo, tomei banho, jantei e fui deitar na cama pra ver tv antes de dormir. Mas fiquei com sede e, quando me preparava para levantar da cama, olhei para a parede e vi uma barata enorme.

Fiquei em pânico, sozinha, deslizei para fora da cama e fui atrás do Mortein. Espirrei tanto, que ela caiu branca. Na paranoia, já comecei olhar embaixo da cama, perto da janela pra ver se ela estava acompanhada. NADA.

Fui à cozinha beber água e, na porta da cozinha, vi outras baratas. Aí entre em pânico mesmo. Se espirrasse não pegaria em todas, e se elas voassem? E se viessem pra cima de mim??? Peguei o Nextel, aos prantos, para falar com o meu marido – isso umas 2 h da madrugada já. Sei que ele não poderia ajudar, mas acho que buscava consolo, coragem. Acho que na pressa e nervosismo, acabei ligando para uma cliente da empresa e acordei a menina. Pensa na situação…

Meu marido ficou bravo, me disse para ir dormir em um hotel. Mas era quarta-feira e ele só voltaria no sábado. Estava perdida… Aí espirrei o Mortein, recolhi as mortas. Isso tudo tremendo, as pernas bambas, sem obedecerem meus comandos. Sensação péssima, respiração e coração a mil. Mas depois disso tudo pensava: “e agora, vou dormir vão aparecer mais, não posso me descuidar…”

Então, em uma atitude desesperada, empurrei a cama para o meio do quarto, fiz um circulo em volta da cama com  Mortein. Abaixei os vidros das janelas, ou seja, quase morri asfixiada. A luz ficou acesa até sábado. Eu não dormi, só piscava de vez em quando. Estava coberta dos pés a cabeça com lençol. Fui trabalhar parecendo um zumbi. Com olheiras e um sono insuportável. Sobrevivi a essa semana do terror mas não ao medo de baratas.”

Depoimento de Camila – 10 de outubro de 2013.

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