Tímidos dão importância demasiada a situações que pessoas desinibidas encaram com naturalidade

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Todos os tímidos dão importância demasiada a situações que pessoas desinibidas encaram com naturalidade. Caminhar pelo corredor do restaurante é como passar por um corredor polonês, no qual cada olhar é um soco na boca do estômago. E o sentimento de inadequação é um pesadelo muito próximo da realidade.

Entenda as origens da timidez

Entretanto, nem todos os tímidos são iguais. No livro A Timidez, Philip Zimbardo, psicólogo da Universidade de Stanford e fundador da primeira clínica do mundo para tratamento de timidez, afirma que eles podem ser divididos em três grupos: 1) aqueles que não receiam a interação social, mas preferem ficar sozinhos; 2) aqueles que têm baixa autoconfiança e dificuldade em interagir e se sentem embaraçados facilmente na presença dos outros; 3) e os que se preocupam com a possibilidade de se comportar inadequadamente em situações sociais, e, consequentemente, se expõem com pouca frequência.

“Seja cara de pau”, diz autor de livro com dicas para tímidos

Seja como for, a timidez pode ser vencida – ou atenuada. Confira algumas dicas para encarar a vida lá fora:

1) Controle os pensamentos negativos a respeito do próprio desempenho e crie imagens positivas a respeito de si. Você tem provas objetivas de que seu colega pensa que você é um tédio, além de meras impressões? Não? Então, tranquilize-se.

2) Para interagir, utilize a “técnica do eco de fim de frase”, ensina o Manual de Sobrevivência dos Tímidos. Repita a última frase que o interlocutor disse a fim de parecer que você está prestando atenção. Se a pessoa está em um monólogo infinito, espere uma pausa e diga: “é mesmo?”, “sério?” ou “verdade?” Você vai parecer interessado e atento à conversa, sem se desgastar mentalmente.

3) Tente relaxar. Respire fundo antes de uma exposição. Segundo o psiquiatra carioca Antonio Nardi, autor do livro Fobia Social – A Timidez Patológica, é comum perder o foco ao prestar atenção em detalhes como gagueira ou rubor na face. Mas lembre-se que isso não compromete a conversa. Muito provavelmente, o interlocutor nem percebeu tais sintomas. Além disso, quem nunca se atrapalhou para falar na frente de alguém?

4) Aprenda a falar e a receber”não”. Para o tímido, uma negativa corrói a garganta e os ouvidos. No entanto, o “não” é necessário para sobrevivermos em sociedade, visto que estabelece os limites para uma convivência harmoniosa. Recebeu um “não” de alguém hoje? Desencane. Você não será o primeiro nem o último.

5) Evite situações que consumam muita energia. Bruno Maron fala das pessoas que “vampirizam” o tímido – isto é, aquelas que sugam a energia em conversas desnecessárias. Encontrou o vizinho chato no elevador? Diga apenas um “oi” e sorria. Assim você é educado e não precisa dar corda para uma conversa monótona sobre o tempo ou o último Gre-Nal.

Fontes: psiquiatras Patrícia Picon e Antonio Nardi e Bruno Maron, autor deManual de Sobrevivência dos Tímidos

(Via ZH Vida)

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