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A dismorfofobia trata-se de um transtorno psicológico que tem como característica uma preocupação excessiva com algum defeito inexistente na aparência física do indivíduo que sofre com essa doença. Esse transtorno, geralmente desenvolve-se na fase da adolescência, tanto no sexo masculino como no feminino, podendo estar relacionado as várias fases de transformações que ocorrem nesse período. O transtorno pode aparecer também em adultos – especialmente nas mulheres. Contudo, alguns homens apresentam esse transtorno também na fase adulta.

Alguns estudos indicaram que cerca de 0,7% da população mundial é portadora desse transtorno dismórfico corporal. Na maioria dos casos, as pessoas não se dão conta da doença e estão mais preocupadas com a sua aparência física e com o defeito que eles imaginam ter, mas para as outras pessoas esse defeito é imperceptível.  Muitas dessas pessoas procuram por cirurgias plásticas em vez de procurar um psiquiatra.

Geralmente, a região que mais incomoda as pessoas que sofre de dismorfofobia é o rosto, os indivíduos desse transtorno apresentam uma enorme preocupação com o formato do nariz, boca e até com os cabelos. Os procedimentos cirúrgicos mais procurados entre esses pacientes são a rinoplastia, lipoaspiração e os implantes de próteses mamárias.

O números de pessoas que estão a procura do corpo perfeito e o peso ideal, aumenta cada dia mais. Muitas dessas pessoas já apresentam o corpo perfeito e estão com o peso ideal, porém se consideram acima do peso e adotam regimes muitas vezes até perigosos, ingerem medicamentos para emagrecer e usam cosméticos de forma exagerada. No pensamento de uma pessoa portadora desse transtorno nada adianta para resolver esse seu problemas, isso é considerado dismorfofobia.

A pessoa que sofre com dismorfofobia apresenta uma imensa insatisfação com o seu corpo, seu rosto, seu cabelo, e uma profunda vergonha quando percebe que alguém a observa. Pois, julgam-se feias e cheias de defeitos. Mas, na verdade esses defeitos são coisas da cabeça da pessoa portadora do transtorno. Muitas dessas pessoas são pessoas depressivas, apresentam serias dificuldades em suas atividades cotidianas e apresentam fobia social, a característica mais grave da doença é a ideia do suicídio.

Por ser um doença pouco conhecida, as pessoas associam o transtorno com vaidade excessiva, onde na verdade o grande problema está na autoaceitação, tornando o diagnostico muito difícil  Quanto ao tratamento fica ainda mais difícil tratar as pessoas portadoras de dismorfofobia já que tem muita dificuldade em aceitarem o problema.

 

Causas da Dismorfofobia

Fatores biológicos: Os fármacos denominados de inibidores da recaptação da serotonina são usados com sucesso nos transtornos obsessivos compulsivos e são bastantes utilizados também no caso das pessoas com TDC (Transtorno dismórfico corporal). Existem áreas do cérebro que se vem atuadas por esse tipo de medicação, a serotonina tem o objetivo de fazer com que as idéias e pensamentos do indivíduo fique sob controle.

Fatores psicológicos: Pessoas ansiosas, perfeccionistas demais e tristes são mais fáceis de desenvolver esse tipo de transtorno.

Fatores sociais e culturais: Hoje em dia, são muitos os apelos e campanhas publicitárias nos meios de comunicação que propagam a compra de cremes, loções e aparelhos que tem como objetivo proporcionar um corpo perfeito. Assim, como o padrão de beleza que a mídia mostra aos telespectadores.

Mas, independente das causas do transtorno é importante ressaltar que muitas vezes os pacientes não se dão conta da gravidade dessa doença, e com isso acabam agravando ainda mais o quadro do paciente. E o que para algumas pessoas é visto como exagerado, para o paciente é visto como necessário.

 

Características da Dismorfofobia

1. Preocupação por algum defeito que só existe no imaginário da pessoa em relação ao seu aspecto físico – quando apresentes leves e sutis anomalias físicas e a preocupação do indivíduo é excessiva.

2. Quando essa preocupação provoca mal estar clinicamente significativo e a desintegração social, na área profissional e nas demais áreas importantes da atividade desse indivíduo.

3. Quando essa determinada preocupação excessiva não se explica de forma mais nítida pela presença de outro transtorno mental da pessoa.

Se alguém da sua família ou próximo de você for diagnosticado com transtorno dismórfico corporal é muito importante que os familiares e amigos fiquem atentos ao seu comportamento e também das pessoas que estão a sua volta. Procure observar a forma como um membro da família ou do grupo de amigos percebe a sua própria imagem e como é o relacionamento com as outras pessoas, essa simples atitude pode salvar uma vida.

É possível detectar o transtorno dismórfico corporal e encaminhar essa pessoa a um profissional para receber o tratamento adequado, antes que esse sofrimento acabe se estendendo e se agravando, levando até mesmo a um possível suicídio.

 

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Sintomas da Dismorfofobia

  • Comparar repetidamente a sua aparência com a de outros.
  • Verificar repetidamente a aparência da alguma parte específica em espelhos ou outras superfícies refletoras.
  • Não deixar que as pessoas lhe tirem fotografias.
  • Usar roupa excessiva, maquiagem e chapéus para esconder a imperfeição.
  • Usar as mãos ou postura para esconder o defeito.
  • Pesquisa excessiva sobre a parte do corpo tida como imperfeita.
  • Procurar cirurgia ou outros tratamentos médicos apesar das opiniões ou recomendações médicas contrárias.
  • Procurar confirmação acerca do defeito percebido ou tentar convencer os outros de que é anormal ou excessivo.
  • Evitar circunstâncias sociais em que a imperfeição percebida pode ser observada.
  • Sentir ansiedade com os outros (fobia social) por causa do defeito.

 

Tratamentos para a Dismorfofobia

A psicoterapia quando empregada na dismorfofobia é bastante trabalhosa. E, o uso de antidepressivos é necessário, pois tratam-se de pacientes que sofrem de angústia. Esse tratamento psicoterápico normalmente é realizado por meio de terapia cognitiva-comportamental, baseado na psicologia. Os dois tratamentos realizados juntos produzem um resultado bastante satisfatório, pois ajudam a aumentar a autoconfiança do paciente, fazendo com que ele tenha uma vida mais tranquila sem sofrimentos.

Nos casos mais leves, o apoio das pessoas queridas é fundamental – especialmente famíliaparentes e amigos, geralmente é o suficiente para fazer o paciente recuperar a autoconfiança em si mesmo.

Concluindo, quando existe uma alteração verdadeiramente real na aparência que incomoda o individuo, a cirurgia estética, sozinha ou associada ao tratamento psicológico é uma excelente opção para ajudar a reduzir ou eliminar completamente algumas manifestações associadas a dismorfofobia. A maioria dos pacientes que foram tratados com cirurgias estéticas ficaram satisfeitos não só com o resultado da cirurgia plástica, mas também com sua nova aparência, como também aumentaram significamente a sua autoestima e melhoraram a forma de se relacionar com as outras pessoas.

(Reprodução / Crédito: Viver Magazine)

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