Insatisfação com a aparência física, ter vergonha quando alguém lhe observa, fazer dietas e procedimentos estéticos exagerados, além de abusar do uso de cosméticos são algumas das ações que caracterizam o Transtorno Dismórfico Corporal (TDC), também conhecido como Dismorfofobia. “No pensamento de uma pessoa portadora da síndrome, nada adianta para resolver problemas relacionados à aparência física, que podem ser até inexistentes”, explica Maurício Mantovanelli, psicólogo da Unimed Costa Oeste.

Geralmente, o problema se desenvolve na adolescência – tanto para o sexo masculino como para o feminino – e pode estar relacionado às mudanças hormonais e físicas que ocorrem nesse período. Na maioria dos casos, as pessoas não se dão conta da doença e estão mais preocupadas em melhorar a aparência e consertar o defeito que eles imaginam ter. “Por ser um doença pouco conhecida, as pessoas associam ao transtorno com vaidade excessiva, quando na verdade o problema está na autoaceitação, o que dificulta ainda mais o diagnóstico”, alerta o especialista.

 

Contato social

1206928385_fO círculo de amigos próximos à pessoa também tem papel importante no desenvolvimento da Dismorfofobia, já que o desenvolvimento do transtorno pode ocorrer por críticas constantes ao aspecto físico da pessoa desde a infância. “O desejo de alcançar a aprovação acaba por empurrar essas pessoas para alterações radicais do seu aspecto exterior, como: vestuário extravagante, aplicação de tatuagens e piercings e a realização de cirurgias plásticas”, revela. Mantovanelli.

Outros acometidos pela doença tentam reduzir o contato com o mundo exterior e adotam um modo de vida solitário e não saem de casa para que as pessoas não vejam a sua “deformidade”. “Muitas dessas pessoas são depressiva e apresentam dificuldades em suas atividades cotidianas, fobia social e podem apresentar a ideia do suicídio”, alerta.

 

Prevenção

Embora algumas pessoas considerem a imagem física fundamental para a vida é necessário insistir na valorização de outros atributos, como: honestidade, solidariedade, bondade e confiabilidade. Prezar por essas características, principalmente no âmbito familiar, proporciona o aporte necessário para que a pessoa tenha segurança em si mesmo. “Atitudes positivas do círculo social da pessoa auxiliam no desenvolvimento psicológico e fazem com que ela seja capaz de pensar, decidir e suportar frustrações”, finaliza Mantovanelli.

 

(Via: Paranashop)

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