Psiquiatra Antônio Reiners afirma que fobias dos mais variados tipos assolam 20% da população

Bruno Cidade/MidiaNews

Psiquiatra Antônio Carlos Reiners: “A fobia não precisa limitar a sua vida”

Por Lislaine dos Anjos 

Um medo persistente e irracional que assola pelo menos 20% da população em geral, a fobia é considerada uma doença psiquiátrica e, assim como qualquer outra, tem tratamento e merece atenção.

Há 35 anos atuando na área, o psiquiatra Antônio Carlos Reiners afirma que são muitos os casos de fobia que já passaram pelo seu consultório, mas que nem sempre as pessoas atentam para a gravidade da doença, que pode fazer com que sofram crises de insônia, pânico, depressão e, até mesmo, possam pensar em suicídio.

“Às vezes, a pessoa que tem um quadro de fobia e tem dificuldade em aceitar a sua condição e aceitar um tratamento pode desenvolver um quadro depressivo e até se matar, porque ela não acha que tem competência o suficiente para viver com aquilo. Ela acha que não é capaz. Isso acontece até porque as doenças psiquiátricas são muito interligadas”, afirmou.

Em entrevista ao MidiaNews, Reiners falou sobre os principais tipos de fobias existentes, os sintomas de alerta, os tratamentos possíveis e a importância da aceitação para conseguir vencer a doença.

“A raiz da maioria dos problemas psiquiátricos vem do fato de que grande parte das pessoas não saber lidar com suas próprias frustrações […] Se a pessoa perceber que sofre de algum tipo de fobia, não deve pensar que isso é o fim do mundo. Existe um tratamento que pode ajudá-la a se controlar. A fobia não precisa limitar a sua vida”, disse.

“Fobia é um medo persistente e irracional que a pessoa sente […] O medo puro e simples, por si só, é algo passageiro. Hoje você tem, amanhã não sente mais”

 

Confira abaixo os principais trechos da entrevista concedida por Antônio Carlos Reiners ao MidiaNews:

O que é fobia? Há diferença entre fobia e medo?

Antônio Reiners – Fobia é um medo persistente e irracional que a pessoa sente. Não tem uma razão para você temer aquilo, você não sabe por que tem medo, mas você sente. O medo puro e simples, por si só, é algo passageiro. Hoje você tem, amanhã não sente mais.

Quais são os tipos de fobias existentes?

Reiners – As fobias, de uma forma geral, se enquadram em três tipos: a fobia social, quando você tem medo de uma atividade ou situação; a agorafobia, quando a pessoa sente medo de ficar sozinha em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos; e a fobia simples, quando você sente medo de algum objeto.

Você pode ter fobia a animais, medo de água, medo de rio, de viajar de avião. No caso da fobia social, por exemplo, você tem medo de ficar em grupos, em lugares cheios, ou desenvolver atividades em grupos. Mas, muitas vezes, as fobias vêm acompanhadas de um quadro depressivo, principalmente quando a pessoa já é predisposta a desenvolver isso, ou seja, a tendência da pessoa é se isolar.

Mas, há inúmeros tipos de fobias. Por exemplo, há casos de mãe que trazem os filhos ao psiquiatra porque sente um medo descontrolado de trovões. Mas ela também tem. E quando ele era pequeno, toda vez que tinha um trovão, ela abraçava e escondia o menino e isso foi fazendo com que a criança criasse, no inconsciente dela, de que aquilo era algo extremamente perigoso para ela. Então, o menino começou a desenvolver uma fobia contra essa situação.

“Muitas vezes, as fobias vêm acompanhadas de um quadro depressivo, principalmente quando a pessoa já é predisposta a desenvolver isso”

Há um percentual de quantas pessoas sofrem de algum tipo de fobia no Estado, no Brasil ou no mundo?

Reiners – Algo em torno de 20% da população em geral sofre de algum tipo de fobia.

Mas a fobia tem cura?

Reiners – Não. Você tem que enfrentar a situação, aprender a ter controle. Por exemplo, tem gente que tem fobia de andar de avião. Mas, se não entrar em um avião um dia, nunca vai aprender a se controlar. Não tem cura. Você começa a lidar com aquilo, mas não é uma situação agradável para você viajar de avião. Mas a pessoa aprende a se controlar, consegue fazer uma viagem. Tem gente, que, por exemplo, toma uma medicação para diminuir a ansiedade, o que também não é adequado, a não ser para viagens mais curtas. Porque, em viagens mais longas, de oito ou nove horas sem andar, só dormindo, pode causar uma trombose, por exemplo, principalmente em pessoas que são de mais idade. Aliás, hoje, em viagens de avião, morre-se mais gente por trombose ou por infarto do que por aeronave que cai. Então, tudo isso tem que ser conversado com o profissional que está te tratando.

Quais são as fobias mais comuns?

Reiners – As que a gente mais vê por aqui são aquelas que envolvem interação social, pessoas que têm dificuldade em enfrentar um público, falar para uma plateia. Muitas vezes, a pessoa é chamada para dar uma palestra ou fazer uma apresentação, por exemplo, mas a fobia faz com que ela decline o convite e delegue a função para outra pessoa, porque ela tem dificuldade em lidar com aquilo. Mas o certo seria a pessoa enfrentar a situação. Esse tipo é o mais frequente.

Bruno Cidade/MidiaNews

“Em torno de 20% da população em geral sofrem de algum tipo de fobia”

Até onde o não tratamento de uma fobia pode atrapalhar alguém?

Reiners – Quando você diminui a prática de uma atividade que você gosta, quando começa a restringir a sua vida por causa de uma fobia. Porque, sem tratamento, você pode acabar pedindo demissão do seu emprego, porque sente dificuldade em se relacionar com as pessoas, acaba se limitando a ficar isolado da sociedade e perde chances na sua vida.

A fobia é considerada uma doença?

Reiners – Sim, a fobia é considerada uma patologia psiquiátrica, que deve ser tratada com terapia e medicação.

Por ser considerada uma patologia, existe alguma forma de prevenção?

Reiners – Acredito que sim, porque, no caso da maioria das fobias, as pessoas adquirem a partir de um trauma, ela não nasce com aquilo. Todas as patologias possuem uma forma de prevenção. Acho que, antes mesmo de desenvolver um sintoma, se você já tem uma predisposição a sofrer de algum tipo de fobia pelo ambiente em que vive, já pode buscar fazer terapias em grupo, se aproximar de pessoas que sofrem do mesmo tipo de fobia, ou fazer uma terapia individual com um profissional que possa lhe auxiliar. Seria como uma pessoa que tem predisposição a sofrer de alguma cardiopatia, uma hipertensão, e já ir fazendo tratamento, monitorando, para se prevenir.

Ela pode ser ligada a algum fator genético?

Reiners – Eu não acredito que fobia seja transmitida de geração em geração, como um fator genético. Há pessoas em que a família tem mais apatia social, o que faz com que a pessoa seja mais predisposta a adquirir aquele comportamento. Mas, até mesmo se fosse genética, há como se prevenir, porque – tomando um exemplo fora da área da psiquiatria – se uma pessoa tem pais que morreram vítimas de infarto, ela pode começar a se cuidar e se exercitar e não morrer do mesmo mal, mesmo sendo predisposta a isso. Então, se ela vive em meio a pessoas que sofrem de apatia social, que vivem isoladas, ela pode se vigiar para não adquirir aquele comportamento a ponto de interferir em sua passagem pela vida.

“Se a pessoa trabalha em uma profissão mais perigosa, tem mais tendência a ter um quadro de fobia em relação a algo que pode acontecer, como policiais, por exemplo”

Há fatores de risco que aumentam a probabilidade de desenvolver algum tipo de fobia?

Reiners – Sim. Se a pessoa trabalha em uma profissão mais perigosa, tem mais tendência a ter um quadro de fobia em relação a algo que pode acontecer, como policiais, por exemplo. A pessoa acaba tendo mais tendência. Mas é aí que também entra a prevenção. Se você sabe que já tem uma tendência a desenvolver algum tipo de fobia, pode se desviar de atividades que agravem esse quadro, para se prevenir.

Existem sintomas? Como a fobia se manifesta?

Reiners – A pessoa se sente ansiosa, pode sofrer com insônia e até mesma se encaminhar para um quadro depressivo, porque ela não sabe lidar com a fobia e isso limita as funções da vida dela.

Existem graus de fobia? Quando se deve procurar ajuda?

Reiners – A maior parte das pessoas só busca ajuda profissional quando a fobia começa a afetar a sua rotina. Se não estiver afetando em nada suas tarefas diárias, a pessoa convive muito bem com aquilo. Quando começa a limitar suas funções, a pessoa precisa se tratar, fazer um tratamento medicamentoso que ajuda a aliviar os sintomas, mas também procurar um profissional que irá lhe ajudar a entender porque está passando por isso e aprender a lidar com isso.

Quem sofre de alguma fobia sente exatamente o quê, quando confrontada com seu maior medo?

Reiners – A pessoa pode “congelar”, não conseguir se articular, até mesmo entrar em pânico, se ela não estiver tratando, se não contar com algum apoio terapêutico ou medicamentoso. Há sintomas físicos, também, como taquicardia, sudorese, pânico, choque.

Bruno Cidade/MidiaNews

“A maior parte das pessoas só busca ajuda profissional quando a fobia começa a afetar a sua rotina”

No caso de fobias sociais, por exemplo, a pessoa cria na cabeça dela que ela nunca vai ser capaz de superar aquilo, de falar em público, por exemplo. Ela fica achando que é doente. A pior coisa do mundo não é você achar que é doente, mas você acreditar que não é capaz de conviver com a sua doença. Porque todo mundo sofre de alguma patologia, mas tem que aprender a conviver com essa doença e não deixar isso limitar a sua vida.

É um medo irracional. Veja esse exemplo: a pessoa foi assaltada, um dia, na Rua Comandante Costa. Isso aconteceu apenas uma vez, mas ela desenvolve um medo irracional da rua e decide que só vai andar pela Rua Barão de Melgaço. Não tem uma explicação racional, lógica, para esse pavor que ela sente de voltar a andar naquela rua, mas ela sente.

Então, a pessoa que sofre de fobia deve enfrentar o seu medo?

Reiners – Sim. Porque, hoje em dia, não é mais como antigamente, quando as pessoas castigavam, trancavam em quartos, isolavam a pessoa da sociedade. Ela tem que se conscientizar de que precisa fazer um tratamento para aprender a se controlar. Eu tive uma paciente que não entrava em um avião de jeito algum. Hoje, ela viaja dentro do Brasil, para Miami (EUA). Ela me diz: “não me sinto bem, mas eu viajo, se não eu me limito à vida, andando de carro só distâncias de até 500 km”.

Como é feito o diagnóstico?Reiners – O diagnóstico é feito por meio de uma entrevista psiquiátrica. A pessoa vai até um consultório psiquiátrico, conversa com o médico, é questionada sobre o histórico familiar, se ela passou algum trauma. Mas, normalmente, a pessoa já chega dizendo: “Doutor, eu não consigo andar de avião, não consigo dormir com a luz apagada, não consigo ir ao cinema”. Então, eu prescrevo um remédio para diminuir a ansiedade da pessoa e a encaminho para a terapia, para que a causa desse medo seja identificada.Como é o tratamento? Quanto tempo leva?

Reiners – Você começa a tratar essa pessoa, passa a medicação necessária e a encaminha para fazer uma terapia, para identificar de onde veio esse medo irracional que ela sente, se foi devido a algum trauma de infância ou algo adquirido com o tempo. Vai melhorar, curar? Não, mas ela aprende a se controlar, a lidar com aquilo.

Bruno Cidade/MidiaNews

“Hoje em dia, não é mais como antigamente, quando as pessoas castigavam, trancavam em quartos, isolavam a pessoa da sociedade”

Quando a pessoa apresenta apenas um quadro de ansiedade, passo um benzodiazepínico e encaminho para um terapeuta, para saber que trauma você tem. Às vezes, a pessoa já chega com um quadro depressivo ou com variações de humor por causa da fobia que ela sente e não sabe lidar, então você passa um antidepressivo, um estabilizador de humor, mas, basicamente, esse é o tratamento químico. Mas remédio, se fosse bom, se chamava “curédio”. Ele apenas remedia a situação.

Você tem que ir lá, na terapia, tentar descobrir a raiz do problema. Mas, quanto ao tempo de tratamento, cada caso é um caso. Tem gente que apenas faz uma terapia de apoio e melhora bem. Tem outros que precisam fazer terapia sempre. Há aqueles que fazem terapia só para melhorar para um determinado período, como para fazer uma viagem de avião ou para fazer uma oratória, se apresentar em público em algum evento.

Psiquiatras são os únicos profissionais recomendados para tratarem de fobias ou há outros meios?

Reiners – Os psiquiatras são indicados para tratar de todas as patologias psiquiátricas, porque temos formação para tratar disso. Eu encaminho bastante, depois de medicado, para psicólogos e terapeutas, pessoas que tratam sem medicação. Mas há psiquiatras que já associam a parte química ao tratamento terapêutico.

O ritmo frenético em que vivemos hoje contribui para a manifestação desses males?Reiners – É bem provável que sim. Você desenvolve mais e aparecem mais casos porque você tem uma vida mais competitiva, mais estressante, que antigamente.A crise econômica que tanto tem tirado o sono da população também é um fator contribuinte?

Reiners – Sim. Começa com insônia, preocupação em demasia que pode fazer desenvolver patologias psiquiátricas que vão além das fobias, como também depressão, ansiedade, transtorno bipolar. Você pode desenvolver toda e qualquer coisa, porque você começa a ficar em uma situação difícil.

Quem sente algum tipo de fobia, como a social, por exemplo, e não busca tratamento, pode sofrer que tipo de consequências, além do isolamento ao qual o senhor já se referiu?

Reiners – Às vezes, a pessoa que tem um quadro de fobia e tem dificuldade em aceitar a sua condição e aceitar um tratamento, pode desenvolver um quadro depressivo e até se matar, porque ela não acha que tem competência o suficiente para viver com aquilo. Ela acha que não é capaz. Isso acontece até porque as doenças psiquiátricas são muito interligadas. Não tem como falar que uma pessoa é só psicótica ou só deprimida. E, em casos extremos, a pessoa pode chegar à conclusão de que não vale mais a pena lutar para enfrentar aquilo.

Para o tratamento dar certo, então, a aceitação é fundamental?

Reiners – Sim, em todo e qualquer tratamento a pessoa precisa querer. É como um dependente químico que é trazido à força ao consultório pela mãe. Você pergunta ao paciente se ele quer parar de usar drogas e ele diz que não, porque não se sente um viciado. Então, eu mando ele embora. E isso ocorre com todas as patologias, mesmo as psiquiátricas. Não adianta passar um remédio que a pessoa não toma, indicar uma terapia que ela não vai fazer. Se for para ser assim, vai só gastar dinheiro à toa e perder tempo. A pessoa precisa querer enfrentar aquilo, se cuidar, ter vontade de se tratar. Não podemos fazer milagres. A pessoa precisa reconhecer que sofre de limitações que precisam ser encaradas ou aquilo vai restringir a vida dela.

Existe um perfil das pessoas que mais procuram ajuda para tratar de fobias? Quais são os casos mais atendidos pelo senhor?

Reiners – Não existe um perfil específico ou uma faixa etária que mais sofre disso. Mas aqueles que mais procuram ajuda são os que sofrem de fobia social, que são aquelas pessoas mais quietas, que tem uma personalidade que condiz com a apatia social.

É possível afirmar que houve um aumento dos casos de fobias?

Reiners – Eu acho que essas patologias sempre existiram, mas, hoje, as pessoas procuram mais ajuda e a gente faz um diagnóstico melhor do que no passado. Isso já existia no Império Romano, na Grécia, na Idade Medieval. O que acontece é que, naquelas ocasiões, você não fazia o diagnóstico bem feito.

“Hoje, tem gente que toma o remédio, faz terapia, trabalha e segue com a vida, o que era impossível no passado”

A que o senhor atribui o aumento na busca por diagnóstico?

Reiners – Eu acho que a mídia ajudou muito, porque mostrou para as pessoas que elas devem se tratar, que não é o fim do mundo você sofrer de uma doença. Contribui com o aumento da procura por ajuda.

A dificuldade no diagnóstico anteriormente é ligada à forma como a psiquiatria era vista no passado?

Reiners – Psiquiatria era um tabu, mas hoje melhorou muito. Não é mais como era antigamente, quando as pessoas tinham medo de falar que iam ao psiquiatra, porque a área era muito ligada à loucura, aos quadros psicóticos. Até porque o tratamento, naquela época, se resumia a internar o paciente psicótico e pronto, largava lá trancado e ia embora. Tanto é que a imagem do psiquiatra no passado era retratada com um molho de chaves no bolso. E a família também, que possuía algum membro com depressão, fobia, transtorno bipolar, em alguns casos, escondia essa pessoa e, se ela tivesse um surto, a internava e pronto.

Mas a história da psiquiatria também não é muito boa, porque se resumia a reprimir. Acho que o quadro, o modo de se olhar a psiquiatria, começou a reverter depois do surgimento do grande arsenal terapêutico que nós ganhamos da década de 1960 para cá. Antigamente, você isolava o paciente. Hoje, você tem remédio de tudo quanto é tipo.

Hoje, a retirada do paciente do convívio social, então, é vista como exceção?

Bruno Cidade/MidiaNews

“Fobia, depressão, transtorno bipolar, ansiedade: tudo é interligado”

Reiners – Sim. Atualmente, são raríssimas as vezes que você interna uma pessoa. Você tem que dar o medicamento e ela tem que voltar para casa, para o convívio familiar, para enfrentar as coisas da vida. Dos anos 1960 para cá, surgiram os remédios estabilizadores de humor, antidepressivos, ansiolíticos e, a cada vez mais, os medicamentos vão evoluindo mais, os remédios vão apresentando menos efeitos colaterais. Hoje, tem gente que toma o remédio, faz terapia, trabalha e segue com a vida, o que era impossível no passado.

O senhor relatou que as fobias quase sempre são acompanhadas de algum outro quadro psiquiátrico. Em sua opinião, quais são os males dessa área que assolam a sociedade moderna?

Reiners – Fobia, depressão, transtorno bipolar, ansiedade, porque tudo é interligado. A pessoa, normalmente, sofre de várias patologias, não apenas de uma que deve ser tratada de forma isolada.

O movimento no seu escritório aumentou nos últimos anos? Quais são os casos mais atendidos?

Reiners – Sim, aumentou porque as pessoas estão mais esclarecidas. Os casos mais atendidos são de pessoas com apatia social, depressão, síndrome do pânico. Normalmente, quando chegam aqui, elas já estão se encaminhando para um quadro depressivo. Então, a pessoa já apresenta uma tendência ao isolamento, crises de choro, crises de insônia. Elas chegam e ficam cientes que não vão ficar a mil, mas irão, pelo menos, conseguir se inserir na sociedade.

 

“Se a pessoa perceber que sofre de algum tipo de fobia, não deve pensar que isso é o fim do mundo. Existe um tratamento”

De uma forma geral, em sua opinião, qual a origem dos problemas psiquiátricos dos seres humanos?

Reiners – Na minha visão, a raiz da maioria dos problemas psiquiátricos vem do fato de grande parte das pessoas não saber lidar com suas próprias frustrações.Há algum alerta que o senhor gostaria de fazer?Reiners – Sim. Se a pessoa perceber que sofre de algum tipo de fobia, não deve pensar que isso é o fim do mundo. Existe um tratamento que pode ajudá-la a se controlar. A fobia não precisa limitar a sua vida. Não podemos deixar a nossa vida ser limitada por uma doença. Independente do que você tem, não pode ser um motivo para você desistir da vida. Você tem que ter uma razão para viver.

(Via Mídia News)

Posts relacionados: