A modelo Erica Valentine tem Filemafobia, uma fobia que faz com que a pessoa tenha medo e sinta nojo do beijo por causa dos germes

ERIKA NÃO TEM UM ENCONTRO HÁ DOIS ANOS DEVIDO À FOBIA (FOTO: THE GROSBY GROUP)

ERIKA NÃO TEM UM ENCONTRO HÁ DOIS ANOS DEVIDO À FOBIA (FOTO: THE GROSBY GROUP)

Para alguns o beijo é uma demonstração de amor e carinho, mas para Erica Valentine, de 36 anos, não é. A modelo, que nasceu no Brasil mas se mudou para a Londres a trabalho, desenvolveu uma fobia chamada Filemafobia, em que a pessoa sente medo e nojo de beijar por causa da transmissão de germes.

Erika teve três namoros e foi casada por oito anos, mas rompeu o relacionamento há três anos, depois de engravidar, porque a fobia estava deixando a relação do casal muito tensa. “Eu perguntava para os meus namorados qual tinha sido a última vez que escovaram os dentes ou se eles tinham fumado”, conta. “Muitas coisas se passam na minha cabeça, o que torna o beijo algo impossível para mim.”

O último namorado que Erica teve foi há dois anos e ele a deixou. “Embora nós tivéssemos relação sexual eu ainda achava muito difícil beijá-lo e foi por isso que nós rompemos. Eu sentia muito medo de beijá-lo e com frequência dava desculpas. Agora, eu não consigo nem pensar em fazer amor.”

ERICA COM A FILHA DE DOIS ANOS, KHRYSTAL (FOTO: THE GROSBY GROUP)

ERICA COM A FILHA DE DOIS ANOS, KHRYSTAL (FOTO: THE GROSBY GROUP)

 

Erica começou a ter também problemas em sua rotina. “Eu me sinto estranha porque quando eu vejo pessoas se beijando eu só consigo pensar nas bactérias que eles estão passando um para o outro“, afirma. “Açôes comuns do dia a dia, como sentar no ônibus, são difíceis para mim porque eu não gosto de ter contato físico com as pessoas.”

A modelo conta que sente tanto pavor dos germes que escova os dentes de cinco a seis vezes ao dia. “Eu costumava usar aparelho nos dentes, então tinha essa desculpa para não beijar as pessoas. Devido à fobia, Erica tem evitado sair de casa. “É muito complicado ficar em grupos. No Brasil, as pessoas são naturalmente afetuosas e gostam de abraçar e beijar pessoas o tempo todo, mas isso realmente me assusta.”

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