Nomofobia é uma fobia ou sensação de angústia que surge quando alguém se sente impossibilitado de se comunicar ou se vê incontatável estando em algum lugar sem seu aparelho de celular ou qualquer outro tele móvel. Essa expressão surgiu na Inglaterra, onde mais de 70% da população é possuidora de telemóveis. É um termo muito recente, que se origina do inglês: No-Mo, ou No- mobile, que significa sem telemóvel. Daí a expressão “nomofobia” ou fobia de ficar sem um aparelho de comunicação móvel. Uma pesquisa realizada pelo instituto YouGov para o Departamento de Telefonia dos Correios britânicos concluiu que cerca de 53% dos usuários de telefone celular do Reino unido sofrem de nomofobia.

Segundo a pesquisa, a síndrome atinge mais os homens (58%) que as mulheres (48%). Das 2.163 pessoas entrevistadas, 20% disseram não desligar o telefone nunca, e cerca de 10% disseram que o próprio trabalho as obriga a estarem sempre acessíveis. Para 55% dos entrevistados, a urgência de ter o celular sempre ligado e junto de si está relacionada com a necessidade de se estar sempre em contato com amigos e familiares. Para 9% dos entrevistados, desligar o celular os deixa em um estado de profunda ansiedade. Para evitar a nomofobia, os Correios britânicos deram alguns conselhos úteis: dê a seus amigos um número alternativo para onde ligar se o celular não estiver acessível, e faça uma lista de segurança com todos os números registrados na memória do celular, para evitar ficar sem contatos caso o telefone seja perdido ou roubado. Os franceses também exibiram resultado semelhante. De acordo com pesquisa realizada pela Mingle, 22% dos jovens do país acham impossível ficar um dia inteiro sem celular. Números semelhantes se repetem em diversos países da Europa. Segundo o escritor francês Phil Marso, que redigiu um livro inteiro utilizando apenas SMSs, o uso constante dos smartphones e redes sociais gera uma grande vontade de estar sempre inteirado sobre tudo o que está acontecendo.

O usuário acaba ficando nervoso e impaciente, podendo desenvolver problemas cardíacos. Os sintomas causados pela nomofobia são tremor, suor excessivo, falta de ar, vertigem, náuseas, taquicardia, dor de cabeça e, em casos mais extremos, depressão e até mesmo síndrome do pânico. Pessoas nomofóbicas abandonam tudo o que estão fazendo para atenderem os celulares. Nunca deixam o aparelho sem bateria e nem o esquecem em casa. Caso isso ocorra voltam de onde estiverem para pegá-lo. Aos poucos a nomofobia faz com que as pessoas se isolem dos relacionamentos familiares e com os amigos, optando por ficar no mundo virtual. Já existem tratamentos específicos para este tipo de fobia. Eles se baseiam na conscientização do uso abusivo dos celulares e outros aparelhos tecnológicos. De acordo com a psicóloga Graziela Baron Vanni, especialista em terapia cognitiva comportamental, deve-se mostrar ao paciente os exageros por ele cometidos e a forma como tais exageros causam inabilidade social.

(André Junior, membro da UBE – União Brasileira de Escritores – Goiás)

Fonte: DM

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