O estudo conseguiu provar que variações no DNA podem ser o gatilho para que uma pessoa tenha depressão

Pela primeira vez, pesquisadores identificaram duas variantes genéticas que podem fazer com que um ser humano desenvolva um quadro de depressão, segundo estudo publicado na edição desta quarta-feira (16) da revista científica Nature.

A descoberta pode ajudar cientistas a entender melhor a biologia da depressão, além de definir os alvos genéticos que medicamentos podem atingir no futuro.

Apesar de 350 milhões de pessoas no mundo todo sofrerem de depressão, os pesquisadores tinham muita dificuldade para encontrar os marcadores genéticos que poderiam ser ligados à doença. Descobrir uma eventual conexão genética da depressão pode ser a chave para a criação de remédios mais eficazes no combate da doença.

No estudo, os pesquisadores sequenciaram os genomas de 5 mil mulheres chinesas que apresentavam sintomas recorrentes da doença. Isso permitiu com que os cientistas identificassem duas variantes genéticas, versões de genes presentes no cromossomo 10, relacionadas à doença.

Apesar da descoberta, essas duas variantes não são a única causa da depressão. Na verdade, elas são responsáveis por menos de 1% das chances de uma pessoa desenvolver os sintomas da doença. Mas, para a ciência, o número é bastante significante.

Além disso, essa é a primeira vez que um estudo consegue provar que variações no DNA de um ser humano podem ser o gatilho para que alguém tenha um quadro depressivo.

“Estamos no começo de um caminho que pode levar ao esclarecimento da biologia da depressão, abrindo possibilidades de tratamento que até agora eram consideradas impossíveis”, afirma Kenneth Kendler, psiquiatra e geneticista da Universidade Virginia Commonweath e um dos autores do estudo.

(Via Info | Fonte: Nature)

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