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Crescemos ouvindo que é feio  sentir medo. Talvez por isso que tantas pessoas têm dificuldade em falar ou expressar seus medos. Todo ser humano tem o medo como parceiro ao longo da vida, segundo especialistas é um sentimento importante para a liberação de substâncias que nos preparam para ocasiões ou atos de defesa. Já a fobia específica, seria o medo patológico de alguma coisa.  Cerca de 10% da população mundial, segundo um estudo feito no departamento de saúde da universidade de Harvard. Realmente as fobias já estão inseridas no cerne da sociedade. Mas onde reside o divisor de águas entre o simples medo de alguma coisa, a exemplo do medo de algum animal que possa realmente lhe apresentar algum risco a sua integridade física, para uma fobia?

O tratamento mais frequente para fobias é um tipo de terapia comportamental cognitiva chamada terapia de exposição. Este tratamento é bastante eficaz. De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos EUA, cerca de 75% das pessoas ultrapassam as suas fobias com este tipo de terapia. Na terapia de exposição, o individuo é exposto, num ambiente seguro e controlado, ao seu objeto ou situação provocadora de medo. Isto é feito de forma gradual. Combinada com técnicas de relaxamento, esta terapia é muito eficaz e proporciona ao individuo um sentimento de controlo. Algumas fobias, como a fobia de aviões ou de conduzir, são tão comuns que existem profissionais especializados no seu tratamento. O número de tratamentos dependerá da intensidade da fobia, mas o tratamento é quase sempre de pouca duração.
“FOBIAS E MEDOS” – Esse foi o tema debatido nesta manhã no programa Assunto do Dia. O jornalista Phelipe Cavalcante conversou com o Dr. Daniel Marques – Psiquiatra, Mestrando em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento pela UFPE e com a Dra. Anna Olympia – Psicóloga Clinica Organizacional. A reprise será hoje, às 18h30, na Rede Brasil TV (tv.rbc1.com.br).

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