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A Organização Mundial da Saúde (OMS), organismo internacional integrante da Organização das Nações Unidas, define a saúde como “um estado dinâmico completo de bem-estar físico, mental, espiritual e social e não meramente a ausência de doença” (WHO/MAS/MHP/98.2, 1998)”. Essa definição consta no preâmbulo da Constituição da Assembleia Mundial da Saúde, adotada pela Conferência Sanitária Internacional realizada em Nova York (19 a 22 de junho de 1946) e assinada em 22 de julho de 1946 pelos representantes de 61 Estados, com vigor a partir de abril de 1948.

Por bem estar mental, entende-se que o indivíduo saudável deva estar em pleno equilíbrio psicológico, sem sofrer prejuízos por conta de transtornos, emoções fora do controle ou psicopatologias. Sendo assim, além de se tratar de uma questão de saúde pública, o bem estar mental é tão importante quanto o físico. Nos últimos anos, a saúde psíquica se tornou mais relevante e problemas como a ansiedade patológica, um dos transtornos psicológicos mais comuns, passaram a ser tratados com mais visibilidade.

Os transtornos de ansiedade são condições psiquiátricas prevalentes que determinam importante prejuízo funcional, piora na qualidade de vida do indivíduo e um enorme custo social, tanto em função do sofrimento individual quanto em virtude dos custos sociais indiretos.³ De acordo com o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 12% da população brasileira sofre com algum tipo de transtorno de ansiedade, o que representa 24 milhões de brasileiros. Estima-se, ainda, que 23% da população brasileira terá algum tipo de distúrbio ansioso ao longo da vida. Os transtornos de ansiedade são: a síndrome do pânico, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), o estresse pós-traumático, o distúrbio de ansiedade generalizada e a fobia (fobia específica, agorafobia e fobia social). Esses transtornos têm como manifestação principal um alto nível de ansiedade – estado emocional de apreensão e expectativa de que algo ruim vai acontecer – acompanhado de várias reações físicas e mentais desconfortáveis e podem preceder vários outros problemas mais graves. É bastante comum que haja comorbidade, ou seja, uma pessoa pode apresentar sintomas de mais de um tipo de transtorno de ansiedade ao mesmo tempo e o problema pode estar associado a outras doenças como a depressão.

Um dos transtornos de ansiedade, a fobia é um distúrbio psicológico que possui diversos sintomas físicos, como falta de ar, taquicardia, sudorese e ataques de pânico. Os efeitos são tão constantes e expressivos, que constantemente afetam as atividades mais corriqueiras do indivíduo fóbico. Estima-se que cerca de 10% da população mundial sofra com algum tipo de fobia. Na maior parte dos casos, surge em períodos de grande definição da personalidade, como a infância e a adolescência.

 

 

 

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Sobre as autoras do site

 

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Ana Carolina Gandara

Ana Carolina Gandara tem 25 anos e se autodenomina uma “sériemaníaca”, tamanha sua paixão por séries de TV. É brasileira com orgulho, mas tem alma novaiorquina. Trabalhou durante três anos na Rede CNT de televisão exercendo a função de produtora dos programas Notícias & Mais e Leão Lobo Visita. Atualmente, coloca mais uma de suas paixões jornalísticas em prática, como diagramadora da Revista semanal Istoé.

 

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Marina Knöbl Evangelista

Aos 23 anos, Marina já passou pelas redações Globo Rural e GALILEU e também pela Comunicação Corporativa da Editora Globo durante o Programa de Estágio 2012. Apaixonada por tecnologia, psicologia e temas curiosos como a Fobia, pretende atuar na área de jornalismo científico, escrevendo sobre saúde e bem-estar além de criar peças de design gráfico e digital nas horas vagas.