Clique na foto para assistir a reportagem

Clique na foto para assistir a reportagem

O Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (IPq-HC) começou a testar este mês um tratamento inédito contra fobia social que usa como ferramenta terapêutica a realidade virtual. Com um programa de computador que traz imagens em três dimensões, os pacientes se submetem virtualmente às situações sociais que mais lhes trazem desconforto: interagem com desconhecidos, participam de reuniões e até discursam diante de uma plateia dispersa. A criadora do programa é a psicóloga Cristiane Maluhy Gebara, pesquisadora do IPq, que agora busca validar a eficácia da técnica em um grupo de pacientes.

A ferramenta virtual permite que essa exposição se dê com um grau maior de realismo, mas no ambiente do consultório, ao lado do terapeuta. Além de orientar o paciente, o terapeuta também controla, por meio do computador, as respostas dos personagens virtuais, que interagem com o fóbico. Cristiane alerta que, por esse motivo, essa é uma técnica para ser aplicada em consultório e não em casa, com o paciente sozinho. De acordo com a pesquisadora, mesmo se tratando de uma interação fictícia, ela provoca no paciente reações semelhantes às que ocorreriam na vida real.

As situações de interação social previstas no programa vão desde uma simples caminhada pela rua em que o paciente se submete aos olhares insistentes dos outros transeuntes, passando por um pedido de informação para um desconhecido, até a chegada a uma festa cheia de gente. Tratam-se de ocasiões comumente temidas pelos fóbicos.

Fonte: Portal IG

Posts relacionados: