Luiz Eduardo Leal, 63 anos, não viaja de avião desde 1979 por medoUm estudo realizado pela Stanford University School of Medicine mostra que 69% das pessoas com medo de viajar de avião ingerem álcool ou se automedicam antes da viagem para tentar torná-la mais suportável.

Mas recorrer a estes artifícios não é o melhor que se tem a fazer. “Há tratamento para este tipo de fobia e essas pessoas devem buscar orientação. O medo de voar é aprendido. Por isso pode ser desaprendido com recurso a métodos e técnicas de intervenção psicológica”, diz a psicóloga Cristina Albuquerque, que também é diretora do programa Voar sem Medo.

Dicas

Há algumas dicas simples que podem ajudar o passageiro a manter-se calmo durante o voo (ver boxe acima). Nos casos em que existe um quadro fóbico estabelecido, é necessária uma intervenção terapêutica especializada. Há, ainda, situações específicas que podem requerer tratamento farmacológico. Nestes casos, a pessoa deve sempre consultar um médico e não se automedicar.

Também existem programas voltados para este tipo de público, como o Voar sem Medo, Instituto Condor e o Medo de Voar. O tratamento, a abordagem terapêutica e o número de sessões vão depender do grau de medo e da necessidade de cada paciente. O custo também varia entre R$ 200 até R$ 3.800.

Em todos eles, no entanto, a intervenção termina com um “voo terapêutico” (ida e volta) na companhia dos especialistas, etapa considerada decisiva no processo, sendo a prova de que a pessoa ultrapassou o medo de voar.

“Após o tratamento, fazemos o acompanhamento de todos os participantes ao longo de dois anos, avaliando a sua evolução clínica. Temos sucesso em mais de 95% dos casos”, garante a psicóloga.

 Fonte: Fabiana Mascarenhas / A Tarde Uol

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